General ameaça ruptura após decisão de Fachin favorável a Lula

Jeferson Miola

O Clube Militar publicou o artigo “Aproxima-se o ponto de ruptura” do general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva, no qual o ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército se permite condenar duramente “a nefasta decisão” do ministro do STF Edson Fachin que anulou as condenações do ex-presidente Lula pela Lava Jato.

O texto foi publicado depois da manifestação de outro general, Eduardo José Barbosa, que presidente o clube de reservistas das Forças Armadas, em que ele escreve que “lugar de ladrão é na cadeia… Mas, não no Brasil” e indaga: “alguém acredita que algum desses processos chegará a transitar em julgado (depois de centenas de recursos) com o ‘paciente’ vivo?“.

Na visão do general, “foi uma bofetada na cara da Nação Brasileira” que “arremessou no lixo a Operação Lava Jato e, com ela, a esperança da sociedade num futuro mais digno”.

Referindo-se a Lula como “uma criatura deplorável”, Rocha Paiva diz que a decisão de Fachin “escandalizou o Brasil e causou um choque brutal em nossa autoestima, orgulho e confiança no País”.

O general entende que cabe ao povo brasileiro “pressionar na mídia e nas instituições e organizações, mas principalmente nas ruas, de forma ordeira, firme, resoluta, sem descanso e sem retrocessos, por uma reviravolta nessa situação que é motivo de vergonha nacional”.

Acusando o STF de “ferir de morte o equilíbrio dos Poderes”, Rocha Paiva ameaça: “chegaremos ao ponto de ruptura institucional”. Fazendo uma interpretação deturpada do artigo 142 da Constituição, ele afiança que “nessa hora [da ruptura], as Forças Armadas (FA) serão chamadas pelos próprios Poderes da União, como reza a Constituição”.

Atribuindo às Forças Armadas um papel de facção político-partidária armada que afronta o ordenamento jurídico do país, o general pergunta: “Em um conflito entre Poderes, a qual deles as FA se submeterão?”. E responde: “Com certeza, ficarão unidas e ao lado da Nação, única detentora de sua lealdade. Que a liderança nacional tenha isso em mente”.

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5 comentários em “General ameaça ruptura após decisão de Fachin favorável a Lula

  1. Esses soldadinhos”romanos” de pijamas têm que responder pelas violações ao “estatuto militar”. Esses serviçais de milicianos aparentam demências. O país está sendo brutalmente saqueado e violentado em sua soberania, e esses pulhas têm a ousadia de emitir notas atacando decisões de reparação a injustiças e perseguições jurídicas (lawfare) cometidas pela QUADRILHA LAVA-JATO. É muito cinismo e complacência com os crimes de lesa pátria cometidos pela lava-jato e esse governo genocida negacionista terraplanista de um psicopata como Bolsonero. E, que tem em seu slogan a hipocrisia como jargão: Pátria Amada, Brasil. Bando de vendilhões!!!

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