Aha, Uhu, a verdade venceu! Aha, Uhu, a verdade é nossa!

Jeferson Miola

Aha, Uhu, a verdade venceu! Aha, Uhu, a verdade é nossa!

O STF reconheceu que a Lava Jato foi o maior esquema de corrupção judicial do mundo e que Sérgio Moro, o chefe da gangue, agiu como um bandido escondido na toga de juiz.

A perseguição judicial a Lula encontra equivalência na história mundial com o famoso caso Dreyfus.

Alfred Dreyfus era o único oficial do Exército francês de origem judaica. Ele foi falsamente acusado de alta traição com a falsa acusação de colaborar com os alemães durante a guerra franco-prussiana [1870/1871] na disputa pelas terras da Alsásia-Lorena, ricas em carvão.

O caso Dreyfus foi marcante nos estudos e escritos de Hannah Arendt sobre o antissemitismo, a origem do nazismo e dos processos totalitários. A filósofa estadunidense retrata este caso num capítulo do célebre livro “As origens do totalitarismo”.

Num processo viciado e baseado em documentos falsos e provas forjadas, tal como fez a Lava Jato com o ex-presidente Lula, Alfred Dreyfus foi condenado à prisão perpétua no ano de 1894.

Em 1898, o escritor francês Èmile Zola publicou o artigo “Eu acuso” [J’Accuse …!] em forma de carta ao presidente da França, que teve enorme impacto no debate público, no qual denunciou a terrível armação.

No ano de 1906, 12 anos depois, e diante das irrefutáveis evidências da fraude e armação jurídica, a inocência de Dreyfus foi reconhecida e a farsa dos tribunais e juízes franceses foi desmascarada.

Assim como no caso Dreyfus, a monstruosa farsa político-jurídica arquitetada contra Lula foi desmascarada.

Nesta 3ª feira 23 de março de 2021 o STF reconheceu a inocência do Lula e a atuação parcial e criminosa do ex-juiz Sérgio Moro. Com 7 anos de atraso, e depois de 580 dias de encarceramento injusto e ilegal do Lula, a injustiça perpetrada contra Lula foi finalmente reconhecida.

O STF reconheceu que Moro, il capo di tutti capi da gangue da Lava Jato, cinicamente pretextou a retórica do combate à corrupção para fraudar o sistema de justiça e promover uma implacável perseguição ao maior líder popular do Brasil.

Esta decisão, apesar de ter chegado, lastimavelmente chegou tarde.

Esta decisão chegou depois da devastação da soberania do país, da destruição da economia nacional; chegou depois da evaporação de mais 4 milhões de empregos diretos e de outros milhões de empregos indiretos da engenharia nacional; chegou depois de R$ 172 bilhões de investimentos desaparecidos e de R$ 50 bilhões de impostos não arrecadados; chegou depois da corrupção do sistema de justiça, da violação da democracia e do Estado de Direito que permitiu a ascensão ilegítima ao poder central do país pelos generais genocidas.

A justiça que tarda, mesmo que realizada tardiamente, sempre será uma justiça falha. Os danos, as mortes e os sofrimentos evitáveis causados ao país e ao povo brasileiro neste período terão efeitos profundos e duradouros.

O reconhecimento da inocência do Lula e da armação montada pela gangue chefiada por Sérgio Moro devolve ao ex-presidente seus direitos políticos ilegalmente sequestrados. E marca, também, a possibilidade de se iniciar a restauração do Estado de Direito e cria a perspectiva da sua eleição presidencial para iniciar o processo de salvação nacional e de reconstrução do país.

A verdade venceu!

A partir de hoje, a esperança já não é somente um desejo, mas uma possibilidade concreta no horizonte do povo brasileiro.

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