Lula, o invicto, vence a vilania e o arbítrio fascista  

Jeferson Miola                                        

Lula está invicto na sua epopeia contra os fascistas que violaram o sistema de justiça do Brasil e promoveram o maior esquema de corrupção judicial do mundo [aqui].

Além de invicto, Lula está vencendo a vilania e o arbítrio por portentosa goleada. O placar, humilhante, está em 19 a zero a favor dele contra a gangue chefiada por Sérgio Moro – o juiz condenado como suspeito/tendencioso pela Suprema Corte do país.

No 10 de setembro passado foi arquivada a 19ª investigação farsesca instaurada no contexto da guerra político-jurídica-midiática – lawfare – perpetrada contra Lula.

E a 20ª e definitiva vitória do “invicto” está a caminho. De acordo com a defesa do ex-presidente, “da avalanche de processos abertos contra Lula permanece em aberto apenas um deles – relativo ao Caso dos Caças -, no qual já apresentamos pedido de arquivamento após termos demonstrado que ele foi construído pela ‘lava jato’ com a plena ciência de que o ex-presidente não havia praticado qualquer ato ilegal”.

A derrota da Lava Jato em todas as acusações farsescas que armou para incriminar Lula é a demonstração eloquente de que nenhum processo contra ele poderia ter sido instaurado; todos foram arbitrários.

Ainda assim, mesmo sem fundamentação legal, Lula foi submetido a processos injustos e ilegais, originados em provas forjadas e transacionadas em delações negociadas por procuradores e juízes inescrupulosos com criminosos confessos.

Lula foi alvo de uma perseguição política, midiática e judicial implacável; foi vítima de uma caçada atroz, sem paralelo na história.

A Lava Jato forjou processos kafkianos, nos quais as condenações eram definidas de antemão, num quadro de guerra jurídica permanente, de destruição de reputação pela mídia e de aplicação do direito penal do inimigo [Estado de Exceção].

O fato histórico que mais se assemelha à violência cometida contra Lula é o caso Dreyfus [1894], que foi marcante nos estudos Hannah Arendt sobre o antissemitismo, as raízes do nazismo e sobre as origens do totalitarismo, e que ensejou a publicação do célebre libelo “Eu acuso” [J’Accuse!] pelo escritor francês Èmile Zola [aqui].

Alfred Dreyfus, único oficial de origem judaica do Exército francês, foi falsamente acusado da alta traição por supostamente colaborar com os alemães durante a guerra franco-prussiana [1870/1871] na disputa pelas terras ricas em carvão da Alsásia-Lorena.

Em 1906, 12 anos depois, constatada a monstruosa armação jurídica, Dreyfus foi inocentado e a farsa dos tribunais e juízes franceses foi cabalmente desmascarada [aqui].

A monstruosidade perpetrada contra Lula demorou menos tempo para ser desmascarada. Porém, não sem deixar efeitos devastadores para o país e, principalmente, para o povo brasileiro, brutalmente atacado nos seus direitos e na sua dignidade pelas oligarquias fascistizadas que tomaram de assalto o poder com a ajuda da gangue do Sérgio Moro.

A inocência do Lula está provada e comprovada. E, com ela, a terrível injustiça de que foi vítima. Ele ficou ilegalmente encarcerado durante 580 dias na masmorra de Curitiba, de onde foi impedido de sair com a honradez devida inclusive para se despedir do irmão morto.

A justiça, contudo, não estará efetivada enquanto os perpetradores deste crime bárbaro, que deveriam estar no banco dos réus e serem condenados à prisão, continuarem livres, ocupando cargos públicos, recebendo polpudos salários e privilégios e vivendo em imóveis milionários do padrão do clã dos Bolsonaro e adquiridos com dinheiro vivo.

A justiça não estará efetivada, enfim, enquanto criminosos escondidos em togas e em cargos públicos continuarem protegidos pelo corporativismo fascista e atentando contra a democracia e o Estado de Direito.

A punição dos autores do maior crime de corrupção, que é a violação da democracia, tem de ser exemplar, para que nunca mais volte a acontecer.

Se isso não for feito, eles aprenderão, assim como os generais ditadores aprenderam, que vale a pena destruir a democracia quando se tem a certeza da impunidade. Eles continuarão convencidos, enfim, que o crime compensa.

A vitória do Lula, que é a vitória do povo brasileiro contra o fascismo, representa uma esperança para a restauração da democracia e para a reconstrução do Brasil.

Esta vitória se deve, em grande medida, à atuação talentosa, perseverante e competentíssima da defesa do Lula ao encargo da Valeska Teixeira Zanin Martins, do Cristiano Zanin Martins e da equipe por eles coordenada. Eles foram essenciais para trazer à luz a verdade, que é libertadora e, cedo ou tarde, se impõe.

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